Image

13 março 2023

A Descoberta

  Dia 28/08/2022, o dia em que virei mãe. Três dias antes do meu aniversário de 22 anos, depois de 1 ano sem tomar nada e quase desistindo da ideia de engravidar, o positivo veio. 

 Storytelling:

26/08 - Sexta Feira:

  Iamos viajar a tarde para a comemoração adiantada do meu aniversário, faltava 2 dias para a minha menstruação descer, para desencargo de consciência (assim em como todos os outros 24 meses que antecederam a data), fiz um teste de gravidez antes de viajar, negativo. Viajei com a consciência tranquila, bebi e fumei como se não houvesse amanhã (mas havia, e a ressaca veio), mas aproveitei de todas as maneiras que podia e sabia.

27/08 - Sábado: 

  Passamos a manhã com os familiares do excelentissímo, vulgo pai da Helena (spoiler: é menina) e voltamos para casa de tarde para dar tempo de descansar, já que segunda-feira seria meu primeiro dia de estágio do curso (téc. em enfermagem) fora do centro cirúrgico, tava super ansiosa.

28/08 - Domingo - 1° dia de atraso/dia da menstruação descer: 

  Acordei as 9:30 da manhã com a bexiga estourando, mas tive um estalo: "e se?". Abri o app de entrega e vi que a farmácia já estava em funcionamento, pedi um teste. Com a bexiga ainda cheia com a primeira urina do dia, aguardei a entrega durante FUCKING 1:30hrs, foi horrível. Durante várias vezes pensei: "e se eu fumar enquanto espero?' mas logo vinha a resposta: "imagina, depois que o teste der negativo, eu fumo". E então o motoboy chegou e eu nunca mais fumei.

  Logo que ouvi o motoboy chegando, sai escondida de casa pra não acordar o excelentíssimo pra receber a entrega. Assim que cheguei fui direto pro banheiro, e segui o procedimento padrão: abrir delicadamente o pacote pra não acordar ninguém, fazer xixi no potinho minúsculo do teste barato e mergulhar a tirinha durante 10 segundos. Deixei a tirinha apoiada no balcão e fiquei encarando, já sabendo exatamente como era o negativo,  como era a linha de evaporação daquele tipo de teste e como ela era traiçoeira. Porém, quando eu olhei, tinham duas linhas, uma muito mais clara que a outra, mas definitivamente eram duas. Choque.

  Sempre sonhei em como ia contar quando descobrisse que estava grávida, sobre como ia comprar um bodyzinho, colocar em uma caixinha bonita com o teste e gravar a reação. Mas tudo que consegui fazer foi acordar ele chorando com o teste na mão.



29/08 - Segunda-feira: 

  Entrava no estágio às 6:50, mas 6:00 já estava na frente do hospital. Fui a primeira paciente da clinica ao lado pra coletar sangue pro exame de HCG e passei as próximas 3 horas atualizando o site do laboratório entre os atendimentos para ver o resultado, até que as 9:30 estava liberado. Virei pra minha colega e falei: "Acho que to grávida".



12/09/22 - Segunda-feira: 

  Foi o dia em que postei publicamente que estava grávida, com quase 6 semanas, depois da primeira ecografia oficial do embrião com coraçãozinho batendo. Pensei sobre esperar até as 12 semanas, mas estava tão eufórica, que eu só queria dividir a minha felicidade. A postagem foi com a seguinte legenda:  

28/08/22 - O dia mais feliz e assustador da minha vida, o dia que eu virei mãe.

 Depois de vários negativos o meu positivo finalmente chegou, e pra minha surpresa, eu chorei. Chorei por choque, chorei por felicidade e chorei por saber que agora não tinha mais volta.
 Me disseram que a maternidade já começava com culpa e preocupação, e realmente, me pesou a consciência por tudo que tinha feito nas últimas semanas até descobrir, e sendo sincera, eu fiz tudo e mais um pouco.
 Estou escrevendo isso acabando de virar as 5 semanas e 5 dias, enjoada e com cólica, mas esperando ansiosamente pelo dia que vou ouvir o seu coraçãozinho no exame e pelo dia que vou poder contar com segurança pra todo mundo que eu tô GRÁVIDA!!! (Não que a mamãe já não tenha contado pra Deus e o mundo, mas acontece).

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Página Anterior Próxima Página Home